O escritor, Ignácio de Loyola Brandão, em seu livro “Você é jovem, velho ou dinossauro? ”, revela ter escrito um almanaque para o qual sempre guardou material, desde que se conhece por gente. São pequenas lembranças, sem maior importância, que definem os tempos vividos. Como foi, fomos, a infância dele, casa, bairro, hábitos, a evolução das coisas e por aí vai.

No livro, ele mostra que podemos ser mais jovens, que fatos que pareciam tão distantes estão perto…ou mais velhos, pois situações que pareciam próximas estão lá atrás, longe.

Repasse um pouco do que vivenciou:

1. Ouvir o jingle de W. Galvão para talco Ross, que tocava toda no rádio – “Passa, passa o talco Ross, quero ver passar. Passa, passa o talco Ross, para refrescar. ”

2. Com um ano de idade, tirou uma foto pelada (o), deitada(o) em um sofá estampado com a bunda para cima?

3. Quando seus dentes estavam para nascer, sua mãe passou Nenê-Dent?

4. Quando fez seis anos, tirou uma foto de primeira comunhão, num genuflexório, segurando uma vela na mão e tendo como fundo uma imagem de Cristo em papelão?

5. Seus pais mandavam fazer uma sequência de fotos com você falando ao telefone montadas em um só quadro? Emoldurada, estava na parede?

6. Pedia benção ao seu padrinho, beijava a mão, esperava que ele lhe desse um “quinhentão”?

7. Estudou pela cartilha Caminho Suave ou pela Brasileirinho?

8. Serrou madeirinhas, bordou tapetes em telas compradas prontas na loja, para os trabalhos manuais?

9. Escrevia a tinta e usava o mata-borrão

10. Estudou latim? Se lembra de Qui, quae, quod? De Gallia est divisa in partes três? A citação se deformou na memória?

11. Divertiu-se relembrando isso tudo?